O 32º SUERJ deu início a uma discussão crucial com a mesa redonda ‘Terapias Especiais’, e evidenciou temas de relevância significativa para o campo da saúde, na quinta-feira, 12 de setembro. Ministrada pelo coordenador médico da Unimed Encosta da Serra do Rio Grande do Sul, Renato Coelho, e pela coordenadora de Núcleo Assistencial da Unimed Serrana RJ, Monyke Lopes, a mesa explorou os desafios e inovações no diagnóstico e tratamento de condições complexas, oferecendo uma visão aprofundada sobre o impacto das terapias especiais na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Este debate não apenas promoveu o compartilhamento de conhecimentos valiosos, mas também abriu novas perspectivas sobre a gestão e os avanços nas terapias especializadas.
Durante a conversa, Renato Santos apresentou os obstáculos e avanços no diagnóstico e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a linha do tempo do autismo, os principais sintomas e as características que auxiliam no diagnóstico, além das possíveis causas do transtorno que ainda estão sendo investigadas. Santos também explicou que o problema relacionado às terapias especiais é global e, em parte, decorre do fato da ciência ter demorado a compreender a complexidade do TEA.
Ao aprofundar a discussão sobre a identificação do TEA em pacientes, o especialista expressou preocupação com o diagnóstico precoce e o uso isolado de manuais, como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Embora o DSM seja uma ferramenta orientadora valiosa, Santos destacou que ele não é suficiente para traçar limites claros entre traços e diagnósticos definitivos. “O diagnóstico precoce é crucial, mas deve ser realizado com responsabilidade e cuidado para evitar diagnósticos precipitados”, enfatizou.
O pediatra ainda ressaltou a importância do tratamento precoce e apresentou estratégias de intervenção, incluindo a formação de equipes multidisciplinares e a criação de um plano individual. “Precisamos formar equipes que gerem confiança nas famílias e trabalhem para tornar os indivíduos com TEA mais funcionais e independentes”, afirmou.
Monyke Lopes abordou a atuação da operadora nas terapias especiais, com ênfase na jornada do beneficiário e na auditoria. O propósito do núcleo é gerir eficientemente este setor, assegurando que os atendimentos sejam realizados com qualidade e em conformidade com as normativas da operadora e da Agência Nacional de Saúde (ANS).
Na apresentação, Lopes ainda pontuou o Espaço Cuidar, recurso exclusivo da Unimed Serrana dedicado ao tratamento. O espaço é suportado por uma equipe multidisciplinar e administrativa bem estruturada. Também foram apresentados dados sobre o crescimento da unidade e detalhes sobre o fluxo de atendimento, incluindo o processo de alta assistida, que visa valorizar a autonomia do paciente. Ela ressaltou que, em seu primeiro ano de operação, o ambiente ofereceu benefícios significativos, como a redução substancial de custos com terapias especiais, que anteriormente eram realizadas por prestadores externos.