O Brasil é o país que mais recebe ataques por hackers no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Usando essa informação como ponto inicial de sua palestra, o Chief Technology Officer (CTO) da SLTECH, Johnny Dantas, ministrou, no dia 13, a implementação de um Centro de Operações de Segurança (SOC) utilizando a plataforma RocketCyber. A conversa esmiuçou como a construção de um SOC eficiente e proativo explora as principais funcionalidades da ferramenta, detendo respostas a ameaças cibernéticas nas empresas.
Atualmente, enfrentamos uma crise na área de segurança cibernética, marcada pela escassez de mão de obra especializada e pelo aumento dos ataques de dados nas empresas, incluindo organizações do setor de saúde. As estatísticas ilustram a gravidade da situação: os custos associados a vulnerabilidades exploradas podem chegar a até 3 milhões de dólares. Além disso, aproximadamente 2.500 arquivos são comprometidos por minuto em máquinas remotas, 80% dos ataques ocorrem por meio de dispositivos não gerenciados, e 60% dos ataques de ransomware são conduzidos por atacantes que criptografam dados remotamente.
Dantas realçou que “a segurança precisa ser em camadas”, apontando a indispensabilidade de um SOC para enfrentar os ataques de forma eficaz. Os quatro pilares essenciais para um SOC incluem o monitoramento contínuo, a análise de ameaças, o isolamento e correção de ameaças, e a resposta para incidentes.
Durante a palestra, o especialista também abordou a importância dos backups e da resiliência frente aos ataques cibernéticos. Ele ressaltou que 94% das vítimas de ataques relatam que seus backups foram alvo de cibercriminosos e que 57% das tentativas de comprometimento de backups foram bem-sucedidas. “Um backup eficiente deve ser bem planejado, criptografado e armazenado de forma imutável para garantir a recuperação em caso de ataque”, disse.
Para Johnny Dantas, um SOC eficaz e robusto é de suma importância para o setor de saúde para enfrentar as crescentes ameaças de ataques digitais. A conversa esclareceu que a ferramenta deve operar 24 horas por dia, sete dias por semana, com uma equipe qualificada para monitorar, analisar e responder possíveis incidências de segurança. “A verdadeira vantagem de um SOC é a presença constante de profissionais dedicados a proteger sua infraestrutura”, afirmou e complementou pontuando que a construção de um SOC eficiente e uma boa gestão não é apenas uma questão de tecnologia, mas também de equipe, enfrentando desafios atuais da cibersegurança.