Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) têm se tornado cada vez mais presentes. Seja em tarefas básicas do cotidiano, ou até nas mais complexas. Esta tecnologia já é uma realidade indiscutível e está reformulando a maneira como empresas e organizações operam, levando-as a se adaptar a essas novas ferramentas. O analista de Inteligência Artificial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), José Avelino Placca, destacou em sua palestra “IA no contexto das Operadoras de Plano de Saúde”, realizada na noite de quinta-feira, dia 12, o impacto da IA no setor das operadoras de planos de saúde.
Avelino começou sua palestra relatando sobre a diversidade do campo da IA, que aborda desde uma visão computacional e robótica até sistemas especialistas e aprendizado profundo. “Quando falamos em IA, estamos abordando um universo extenso e em rápida evolução”, explicou. O especialista ainda ressaltou que ela se divide em várias sub-áreas, cada uma com as próprias aplicações e desafios.
Foi destacada a importância da ciência de dados e sua análise, além de ser descrito como o campo que estuda e aplica algoritmos para resolver problemas complexos relacionados à informação. “O cientista de dados utiliza modelos de IA para atender a demandas específicas, enquanto o analista processa grandes volumes de dados para extrair informações valiosas, que ajudam na tomada de decisão”, afirmou.
Em relação às operadoras de planos de saúde, José abordou as dificuldades enfrentadas na obtenção e utilização de dados. Ele sugeriu que uma possível solução seria a cooperação entre diferentes operadoras, semelhante ao que já ocorre no setor bancário, onde instituições concorrentes compartilham informações para melhorar seus processos. Além disso, ressaltou que existem ferramentas e aplicações que permitem a anonimização de dados, o que pode facilitar a colaboração, sem comprometer a privacidade.
Ele apresentou um estudo de caso, da Unimed Nacional, que utiliza IA para automação de tarefas repetitivas e análise preditiva. “A Unimed aplica modelos de IA para a análise automática de autorizações e a identificação de anomalias em contas, além de prever o retorno de novos planos e produtos”, contou. Destacou também o papel da inteligência no atendimento ao cliente, incluindo a personalização do treinamento dos colaboradores.
Na ocasião, o especialista compartilhou um estudo de caso da Unimed Nacional, que demonstra a aplicação de IA na automação de tarefas repetitivas e na análise preditiva. A cooperativa utiliza modelos desta ferramenta para realizar a análise automática de autorizações, identificar anomalias em contas e prever o desempenho de novos planos e produtos. Placca ainda enfatizou o papel da IA no atendimento ao cliente, incluindo a personalização do treinamento dos colaboradores para refinar a qualidade do serviço.